
O projeto “Sick Life” (em português, “Vida Doente”) teve início nos primórdios de 2003, em Alagoinhas, município localizado a 127 quilômetros da capital baiana. A sua idealização partiu de três remanescentes da Dano Cerebral, uma obscura banda de Punk/HC que teve o seu fim decretado após o curto período de dois anos de atividades. Tempos depois, Hermilo Júnior (vocal), André Fiscina (guitarra) e Leandro Rosário (bateria) resolvem continuar atuando juntos, porém, tendo como proposta não apenas a adoção de um novo nome, mas, principalmente, uma revisão e redefinição do direcionamento musical do grupo. Convidam, então, um velho amigo para executar as passagens de contrabaixo, e desta forma o line-up estabilizava-se com a efetivação de Francisco Maciel.
Durante o primeiro ano de trabalho, tomam como referência o som rápido e agressivo de bandas que integraram e fizeram a história da vertente “Crossover” dos anos anos 80 e 90, surgindo daí o propósito de investir na valorização e destaque dos riffs de guitarra como elemento norteador das composições. A pré-produção do primeiro disco promocional ocorre até meados do mês de Julho, tendo alguns trechos desta fase preparatória sido registrados de forma precária, e incluídos na Demo-Ensaio “Rituais Bizarros Na Casa Mal-Assombrada”.
Contudo, o primeiro registro oficial foi lançado com o título de “Pátria em Decadência”, uma produção independente que apresentava cinco temas autorais, dentre os quais estavam novas versões para antigas canções e uma faixa inédita, intitulada “Lei do Silêncio”, escrita e composta pela nova formação, e que viria a se tornar uma espécie de “assinatura” definitiva do grupo.
No ano seguinte, novos ajustes viriam a colaborar para uma maior caracterização da sonoridade do quarteto. A incorporação de um quinto membro, o guitarrista Pedro Henrique, outro ex-Dano Cerebral, foi o primeiro sinal de que mudanças estariam por vir. Em seguida, passam a explorar elementos básicos e viscerais do Heavy Metal em suas peças musicais. E, por último, consideram a possibilidade de empregar o inglês como idioma nos novos títulos. O resultado, positivo e notável, se mostrou com o lançamento do segundo disco promocional, “Blessed by Hate”, em Julho de 2005, marcando a estréia do baixista Renato Mascarenhas. A boa divulgação e as críticas favoráveis renderam algumas participações em pequenos eventos locais e outros realizados em cidades vizinhas.
Após o breve giro, batizado de “Wicked Reunion 2005” e encerrado em Dezembro, a Sick Life, muito embora abastecida de boas expectativas em função do momento oportuno, cai em estagnação, com os integrantes passando a priorizar os seus projetos pessoais. Apesar de não ter sido confirmado, o encerramento dos trabalhos do grupo aparentemente se deu neste ponto, uma vez que as tentativas posteriores de reunião ou reestruturação do mesmo não mais avançaram.